Recepção

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Por
Adfrausino

5 de fevereiro de 2010

Bandolinista

Ah, bandolinista...
Considere o meu pedido
Sei que é covardia
Mas faça esse bandolim chorar

Porque se foi o Carnaval
Levando junto
O meu amor

Não quero viver de amargura
Vou jogar fora o que sobrou
E ansiar por uma novidade
Que realmente possa amar

Ah, bandolinista...
Quero um amor de verdade
Então faça esse bandolim cantar

Porque se foi o Carnaval
Levando junto
O meu antigo amor

17 de dezembro de 2009

"Graphics" by Memory Tapes

...
"I don't even recognize
the sound of your voice

the feel of your touch
you can be alone

even though I'm here by your side"
...

24 de outubro de 2009

Marcando presença

Para não deixar o mês de outubro passar em branco, posto uma letra do Daft Punk, dupla francesa de música eletrônica. Gosto muito deles, talvez você também goste. A letra é da baladinha dançante "Digital Love", do álbum Discovery, de 2001.
Last night I had a dream about you
In this dream I'm dancing right beside you
And it looked like everyone was having fun
The kind of feeling I've waited so long
Don't stop come a little closer
As we jam the rythm gets stronger
There's nothing wrong with just a little little fun
We were dancing all night long
The time is right to put my arms around you
You're feeling right
You wrap your arms around too
But suddenly I feel the shining sun
Before I knew it this dream was all gone
Ooh I don't know what to do
About this dream and you
I wish this dream comes true
Ooh I don't know what to do
About this dream and you
We'll make this dream come true
Why don't you play the game?
Why don't you play the game?

13 de setembro de 2009

Compasso

Eu perdi o compasso
E por um momento todo o ritmo
Mas foi você quem estragou a melodia

Meu mundo parou
E quando vi você já tinha alcançado
O que eu mais prezava

Meu mundo parou
E quando vi você já tinha roubado
O que eu mais amava

10 de setembro de 2009

Half Nelson


O argumento (ou a premissa) de um filme é sempre relevante. Utilizar os aspectos convenientes derivados desse argumento é um dos pontos cruciais para se obter uma película bem desenvolvida/estruturada. Half Nelson se destaca principalmente por conseguir esse desenvolvimento coerente, empregando contextos políticos, sociais e sentimentais.

Guiando e dominando o enredo estão dois personagens: o jovem professor Dan Dunne (Ryan Gosling) e uma de suas alunas, Drey (Shareeka Epps), de 13 anos. Eles vivem na região do Brooklyn, famoso subúrbio norte-americano. A relação de amizade e companheirismo entre os dois se dá a partir de questões sociais problemáticas, como o consumo e o tráfico de drogas. Por mais diferentes que possam parecer, o sentimento e o desejo de se ajudarem e de enfrentarem a realidade os une profundamente. Após mostrar as várias fases dessa relação, o diretor Ryan Fleck apresenta um desfecho sugerido. A determinação fica a cargo de quem assiste.

A qualidade das interpretações é evidente. Ryan Gosling incorpora até o olhar de seu personagem viciado, demonstrando densidade e sensibilidade. Shareeka Epps consegue sorrisos e lágrimas que atingem o espectador. A trilha sonora, diferente e apropriada, é excelente e enriquece diversas cenas durante o filme. Half Nelson merece atenção não apenas pela premissa, mas pelo que consegue transmitir.

Nota: 9

7 de setembro de 2009

Seu universo

Percorri caminhos
E pecados
Intocados, escondidos
Encontrei alívio
Em seu universo cálido

Mas eu tenho medo
Do que vamos sentir
Com as luzes acesas
Talvez amor?

Eu posso ouvir seus suspiros
E sentir todo o prazer
No ardor do ar

Mas eu tenho medo
Do que vamos sentir
Com as luzes acesas

XX


Semana passada, baixei o primeiro álbum do quarteto londrino The XX. O CD foi produzido pelo próprio grupo, que está na faixa etária dos 20 anos. São jovens fazendo música boa, permito-me dizer. A atmosfera sonora do álbum é densa e envolvente. O vocal masculino e feminino é um dos diferenciais do trabalho, que soa maior e melhor a cada vez que ouço. Os interessados podem fazer o download do trabalho em alta qualidade através do blog Radiobutt.

3 de setembro de 2009

One sound on earth


The Veils capturou minha atenção com apenas uma música. Assistia ao filme Instinto Secreto (Mr. Brooks) quando a música “Vicious Traditions” começou a tocar. A atmosfera dessa música me envolveu completamente, fiquei impressionado. Depois desse impacto, quis saber mais sobre a banda e o seu trabalho.

O grupo, consolidado em Londres no início dos anos 2000, lançou o primeiro trabalho em 2004, com o título The Runaway Found. Dois anos depois, aparecem com o segundo CD, Nux Vomica. Após o fim da turnê de divulgação, o tecladista anunciou sua saída da banda. Mesmo assim, continuaram o trabalho e se reuniram para gravar algo novo. Em abril deste ano, lançaram o terceiro álbum, Sun Gangs. Os três trabalhos apresentam um alto nível de qualidade musical e merecem atenção.

Liderando a banda está o cantor/compositor Finn Andrews, sempre estiloso e dono de uma fantástica voz. Sua figura elegante chega a transmitir um ar poético-emotivo naturalmente. Uma curiosidade: oito das dez músicas do álbum The Runaway Found foram escritas entre seus 14 e 16 anos de idade.


21 de agosto de 2009

Desvanecer

O mundo gira
O tempo segue
E o que eu gostaria que durasse
Desvanece

Sua silhueta na porta
O sorriso no banco de trás
Seus olhos sob o luar

Eu costumava amar
Eu costumava amar

Mas o mundo gira
E o que eu gostaria que durasse
Desvanece

23 de julho de 2009

Amizade do sertão


Há tempos acumulava a vontade de ver Cinema, Aspirina e Urubus. Este mês, finalmente, consegui me acomodar no sofá e assistir. Com direção de Marcelo Gomes, Cinema, Aspirina e Urubus mostra a construção de uma amizade entre um homem típico do sertão e um alemão que começa a vender aspirinas. Um road movie discreto e admirável.

O ano é 1942. Johann (Peter Ketnath) fugiu da 2ª Guerra e vende aspirinas pelo Brasil, sempre na companhia de seu caminhão e suas bugigangas. A história se desenvolve durante sua passagem pelo Nordeste. Entre uma carona e outra, o alemão conhece Ranulpho (João Miguel), “caboco” simples, que nunca saiu do sertão. O que parecia apenas uma carona transforma-se, aos poucos, em uma bonita amizade.

A produção do filme é impressionante. Figurinos apropriados, músicas e vinhetas de rádio da época, notícias sobre a guerra, a publicidade da própria Aspirina... Até os postes de luz foram retirados durante as gravações na Paraíba. Os diálogos e o estilo de filmagem se destacam pela naturalidade e pelo significado, influenciando o espectador a entrar na história.
Em resumo, o que vi foi muita coisa boa. Marcelo Gomes entrou para o mundo do cinema pela porta da frente e com toda a simplicidade do mundo.
Nota: 9,5